Jornal Rio grande

Economia e Opinião

  • Nerino Dionello Piotto
  • 13/02/21 as 10:01

Semana passada conversamos sobre a necessidade de mudanças em nossas vidas. Não está fácil para ninguém. 

Mais da metade dos brasileiros desempregados ou não tem vontade de ter um negócio próprio, ou seja, ser dono do próprio nariz. 

Mas para isto ocorrer é bom lembrar que não basta só as habilidades, a vontade e os recursos, sejam eles financeiros/materiais.

Hoje temos um regime de tributação para os Microempreendedores Individuais (MEI) bem amigável, que é chamado de SIMPLES que reúne oito impostos.

Eu diria que é um exemplo de como uma reforma tributária pode ser benéfica/higiênica.

Os empresários sabem, pela dor, que não é fácil cuidar da parte fiscal da empresa, ou seja, dos impostos. Mas, com a adesão do MEI ao Simples, a tarefa fica bem tranquila. Comparem a encrenca que era digerir a indigesta sopa de letras dos impostos  antes do SIMPLES: 

 IRPJ, CSLL, ICMS, ISS, PIS, COFINS, IPI, CPP

Imposto de Renda de Pessoa Jurídica; Contribuição Social sobre o Lucro Líquido; Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços;  Programa de Integração Social; Contribuição para Financiamento da Seguridade Social; Imposto sobre Produtos Industrializados e Contribuição Patronal Previdenciária. 

Mas, embora aparentemente simples, é fundamental, antes de começar,  conversar com um contador e/ou técnico em contabilidade de confiança. Até porque mesmo com o SIMPLES pode não ser tão simples assim cuidar da parte fiscal e do negócio em si. Sou de opinião de que cada um, pessoa física (PF), deva fazer o seu Imposto de Renda anual; mas não se for pessoa jurídica (PJ). Aí a tarefa deve ser dada a um contabilista atualizado. 

Exemplo: se teu faturamento é próximo ao limite do SIMPLES (R$4,8 milhões por ano), se tens contrato com grandes empresas, se tua folha de salários é baixa ou se tua empresa está dando prejuízo,  há opções de tributação mais vantajosas do que o SIMPLES. 

No geral, o SIMPLES resolve. Ele funciona assim: o imposto a pagar/recolher é calculado sobre o volume total de faturamento da empresa. Mashá a possibilidade de exclusões, como descontos incondicionais, vendas canceladas, etc. 

Então um bom contabilista pode te assessorar indicando o melhor caminho e ainda evitar que tu pagues imposto sem necessidade. Em Rio Grande há profissionais excelentes.

Finalmente, agradeço a todos os que interagem com o colunista, perguntando, criticando, sugerindo... Nesta semana me foi perguntado  sobre a importância da independência do Banco Central (BC). É enorme! O BC brasileiro cuida da política monetária, da inflação. Semelhante ao BC dos Estados Unidos, mas diferente do Argentino, p.ex. Mas este será tema para um próximo encontro. Bom finde a todos, saúde, cuidem-se!

 

Nerino Dionello Piotto é economista