Jornal Rio grande

PT quer participar da mesa diretora da Câmara

  • Redação JRG
  • 25/02/21 as 19:50

 

n/dO vereador Rafael Missiúnas (PT) ocupou a tribuna da Câmara Municipal para protestar que a composição das comissões e da mesa diretora da Casa não está respeitando a proporcionalidade, conforme recomenda o regimento interno.    

Inicialmente ele admitiu que o presidente do Legislativo, Filipe Branco, tem se mostrado aberto ao diálogo. “Hoje (quinta-feira, 25) deu exemplo de democracia, recebendo a direção do Sinterg e procurando ouvir todos os lados”. A seguir, informou que sua bancada entrou com requerimento administrativo para uma revisão na composição da mesa diretora e das quatro comissões permanentes existentes no Legislativo rio-grandino.  

“O Patriota possui apenas dois vereadores e os dois integram a mesa diretora, enquanto nossa bancada tem quatro vereadores e não está representada”, observou o parlamentar, que também discorda da formação das comissões permanentes: “São quatro comissões e entendemos que deveríamos estar presentes em cada uma delas. Não está sendo obedecida a proporcionalidade como prevê o regimento interno”, disse ele.

Para Missiúnas, “deveria ter havido um diálogo entre os líderes de bancadas para a gente negociar as presenças nas comissões”. E adianta: “Se não houver um entendimento vamos judicializar a questão, como aconteceu na Câmara de Vereadores de Pelotas, onde tentaram passar a patrola lá e querem fazer o mesmo aqui”.

O vereador Nando Ribeiro (Cidadania) concorda no que se refere à representação do PT nas comissões permanentes, mas entende que “não na mesa diretora, que é eleita pelos vereadores”. O petista respondeu: “O regimento diz que a mesa será formada com base na proporcionalidade e o que vale é o regimento interno”.

                                                                              

Ameaças

Rafael Missiúnas também denunciou, na tribuna, que vem recebendo ameaças de agressão física da parte de outros vereadores e diz que não aceitará a intimidação: “Ninguém vai meter o dedo na minha cara e dizer o que tenho de fazer. Vou lutar com todas as minhas forças pelos meus ideais, embora tenha sido caluniado, injuriado e ameaçado na sessão de ontem”, disparou.

 

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