Jornal Rio grande

O padre surtou

  • Redação JRG
  • 03/03/21 as 16:32

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O padre Eliseu Moreira, de 27 anos, que assaltou em sequência três estabelecimentos comerciais na cidade de Passo Fundo, sendo o último deles frente à Delegacia de Pronto Atendimento (DPPA), pode ter problemas psiquiátricos. A hipótese foi levantada na tarde desta quarta-feira, 3 , pelo Arcebispo daquela cidade, Dom Rodolfo Weber, ao falar para a rádio Gaúcha, de Porto Alegre. Ele se disse “totalmente chocado” com o fato, que considerou “totalmente inusitado e surpreendente”. Ao mesmo tempo, informou que o religioso estava em tratamento psiquiátrico e há três semanas havia suspendido, por conta própria, a medicação que tomava.

Dom Rodolfo Weber informou que conhece Moreira há cinco anos, desde a preparação para o sacerdócio. Ele foi ordenado padre em 2019 e atuava na cidade de Tapejara. “Era meio tímido, recatado. Nunca mostrou sinal de um ato questionável”.

Assalto com arma de brinquedo

Os assaltos aconteceram nesta terça-feira, 2. Segundo o delegado Diogo Ferreira, de Passo Fundo, o padre tinha ido ao interior daquele município fazer uma celebração e no retorno, ainda na estrada, teria assaltado um mercadinho. Depois, numa das avenidas principais da cidade, assaltou uma farmácia e, por último, na av. Brasil, a vítima foi um atacado, que localiza-se frente a DPPA. Em todos os estabelecimentos, ele entrava calmamente como cliente, escolhia os produtos que desejava e, ao chegar no caixa, anunciava o assalto com uma arma de brinquedo. Ele roubou cerca de R$ 1.400,00, mas no momento da prisão, pouco mais de uma hora dos crimes, só tinha R$ 600,00.  “Ainda não sabemos o que o padre fez com o dinheiro nesse curto espaço de tempo”, disse o policial.

O delegado Ferreira também não sabe os motivos para o assalto: “Pelo que apuramos, trata-se de uma pessoa benquista na cidade. Quando o prendemos ele estava muito calmo. A impressão é que não tinha caído a ficha. Já solicitamos a quebra do sigilo telefônico dele para ver se ele tinha alguma dívida ou se estava sendo extorquido”, disse o policial, que no momento da declaração ainda não sabia que o padre fazia tratamento psiquiátrico.    

 

Redação JRG

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