Jornal Rio grande

"É VERDADE": Pandemia

  • João José Reinbrecht Braga
  • 06/11/20 as 18:47

 

Há algum tempo fui convidado pelo meu amigo Ique para escrever uma coluna para o jornal Sul RS, o que aceitei na hora, pois gosto muito de escrever, assim como gostei da proposta do jornal.  Agora, novo convite e novamente aceitei.

Aproveitei o título É VERDADE, o qual eu já havia usado em um programa que eu produzia e apresentava na TV FURG, para usá-lo neste importante meio de comunicação e levar até você, algo que possa interessar.

Os assuntos serão variados, sem ficar “engessado” numa única direção, indo desde Física Quântica e Espiritualidade  até poesias, crônicas e piadas, de forma quinzenal. Então...

 

PANDEMIA, AH! PANDEMIA...

Nos fez ficar em casa, não nos deixa trabalhar, nem conversar, nem caminhar na rua, nem abraçar e nem beijar, porém nos deixa pensar, meditar, rezar e avaliar cada coisa.

Conversar com amigos? Sim, de forma virtual, sem identificar com fidelidade a voz de cada um.

Abraçar as pessoas queridas? Sim, de forma virtual, sem sentir o calor e a interação entre as energias no contato externo dos corações.

Caminhar pelas ruas? Sim, desviando de amigos e conhecidos e, simplesmente , abanando de longe sem saber como estão.

Trabalhar sendo professor? Sim, por live e à distância, sem sentir a presença dos alunos, sem observar o semblante de cada um e sem perceber os olhares de confiança em nós depositado.

Ir à igreja ou outro lugar onde possamos depositar nossa fé? Não, conversamos com Deus, recolhidos em nossas casas.

Isso faz com que reflitamos sobre o valor de cada coisa.O que é mais valioso neste momento: uma porção de ouro ou álcool-gel? O ouro nos deixaria mais ricos  materialmente, porém adianta este tipo de riqueza sem a saúde que só pode ser preservada pelo álcool-gel?

Ah! Então vejam a diferença entre preço e valor que atribuímos às coisas.

O  “ficar em casa” obrigou a darmos valor a algo tão sublime, que é a convivência familiar; que é a presença física dos amigos; que é o calor do afago, um carinho, um abraço, um “tudo bem ?”; que é aquele papo com os alunos perguntando se ficaram com dúvidas; que é a nossa presença na casa de Deus, mas, o mais importante, é a presença de Deus nos nossos corações.

 

João José Reinbrecht Braga, o Prof. Maninho, é ocupante da Cadeira 34 da Academia Rio-Grandina de Letras