Jornal Rio grande

Professoras falam sobre a realidade escolar nas comunidades pesqueiras

  • Assessoria
  • 25/06/21 as 12:10

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Na noite da última quarta-feira, 23, a Secretaria da Pesca, Agricultura e Cooperativismo (SMPAC), promoveu a primeira de uma série de lives planejadas para a Semana do Pescador. Com o tema “Os desafios ambientais nos contextos escolares da pesca”, a ação oportunizou o debate a respeito da realidade escolar nas comunidades pesqueiras do Município. A transmissão foi mediada pela representante do Núcleo de Educação e Monitoramento Ambiental (Nema), Marina Carolina, e contou com a participação das diretoras das escolas EMEF Professora Silvia Centeno Xavier, na Ilha dos Marinheiros, Denise Bastos das Neves; da EMEF Aurora Ferreira Cadaval, na Vila da Capilha, Alessandra Furtado; da EMEF Apolinário Porto Alegre, Marilice Lopes; a da coordenadora dos anos finais da Cristóvão Pereira de Abreu, na Ilha da Torotama, Flávia Coutinho. A live segue disponível na página oficial da Prefeitura do Rio Grande no Facebook. 

Entre os temas ressaltados pelas professoras esteve a necessidade de provocar nos jovens alunos o fortalecimento do pertencimento em relação à comunidade onde vivem. Neste contexto elas ressaltaram que, em suas atividades pedagógicas, muitos dos assuntos trabalhados estão diretamente relacionados com a realidade vivida pelas crianças e jovens dessas regiões.  

“Procuramos levar essas discussões para a sala de aula. A gente escuta os pais, os avós falando que em tempos atrás a pesca era tão melhor, que tinha tanto mais do que agora, o camarão, o peixe. A gente precisa trazer esses assuntos pra dentro da escola. Nós estamos reformulando nosso PPP (Projeto Político Pedagógico) e temos conversado muito sobre trazer essas coisas, trazer os assuntos da pesca, sobre o patrimônio cultural que existe naquela comunidade, para despertar o pertencimento nos nossos jovens”, afirmou a diretora Denise Bastos das Neves.  

Além disso, por se tratarem de escolas localizadas em regiões do interior do município, as professoras ressaltaram que possuem uma relação talvez ainda mais próxima com os alunos e também com as famílias, sendo assim a escola um espaço também de diálogo a respeito da atividade pesqueira e das características da localidade, uma vez que ela está inserida diretamente na vida da comunidade. “Procuramos fazer um trabalho com tranquilidade, que a gente consiga trazer esses assuntos sérios, e que eles encontrem as disciplinas, todas as áreas. Mas precisamos trazer as características da região que a gente está, as características das escolas de Ilha. Nós não estamos em um outro ambiente, nós somos parte do ambiente Ilha dos Marinheiros. Então precisamos trazer isso para dentro da escola”, destacou Denise. 

 

Deixarem a ilha

Por outro lado, conforme salientou a professora Flávia Coutinho, as escolas dessas localidades também devem estar preparadas para entender as necessidades dos alunos e fornecer caminhos para que eles possam construir sua vida em outras regiões e realidades, caso assim desejarem. “A escola faz um gancho entre a comunidade e essas áreas pesqueiras, que hoje vivem, essa dificuldade, a pesca está cada vez mais difícil. E os nossos alunos tem que construir um outro caminho, que talvez não seja o caminho dos seus avós, dos seus pais. Eles têm que construir um caminho que talvez seja sair da ilha e buscar outros fazeres, já que esse está sendo transformado. Então a escola é muito importante pra fazer essa ponte”.  afirmou. 

Entretanto, mesmo diante deste cenário, ela reforça a importância de provocar o pertencimento nos alunos com relação a região onde vivem e atividade desenvolvida por grande parte das famílias.    

Entre outros assuntos, as professoras conversaram e trocaram experiências a respeito dos projetos desenvolvidos em cada instituição, como atividades musicais, lúdicas históricas, teatro e fotografia. No final da transmissão, foi feita a reprodução de um vídeo, produzido pelos alunos da escola Professora Silvia Centeno Xavier, da Ilha dos Marinheiros, que aborda a necessidade do respeito com a natureza, o cuidado com o lixo, que deve ser depositado em local adequado, para não prejudicar a região, inclusive a atividade pesqueira. 

 

Nesta sexta-feira, 25                                                  

Amanhã, 25, a Semana do Pescador tem continuidade na Ilha da Torotama, com atividades a partir das 10h na Escola Cristóvão Pereira de Abreu. A próxima live também será hoje, a partir das 18h, na página oficial da Prefeitura do Rio Grande no Facebook. O tema será “Bagre: da proibição a retomada da pesca”. 

 

Comunicação PMRG