Jornal Rio grande

Escolinhas querem voltar a funcionar a partir de 1º de dezembro

  • Ique de la Rocha (ique@jornalriogrande.com)
  • 26/11/20 as 17:39

Um grupo de gestoras das escolas particulares de educação infantil do município esteve reunido na noite de quarta-feira, 25, na CDL, e está cobrando do prefeito Alexandre Lindenmeyer que o decreto 17.581, que trata da suspensão do calendário escolar no âmbito municipal, não seja renovado para as chamadas "escolinhas" a partir deste 1º de dezembro.

O grupo está denunciando que a suspensão das atividades das escolas de educação infantil criou no município uma rede de cuidadores clandestinos: pessoas que estão abrigando crianças em suas casas sem nenhum tipo de estrutura pedagógica e sanitária. Esse mercado paralelo colocaria a vida das crianças em risco, tendo em vista que não há qualquer tipo de fiscalização sobre os lugares e pessoas que trabalham nestes locais. 

Segundo nota da CDL, "os pais e mães que tiveram de voltar ao trabalho com todas as flexibilizações já ocorridas, precisam do suporte das escolas para garantir a segurança e o ensino de seus filhos". O pedido do grupo é para que, numa eventual renovação dessa suspensão, fiquem as escolinhas autorizadas a funcionar, tendo em vista o tipo de serviço que prestam. "As gestoras entendem as dificuldades das escolas de ensino fundamental e médio para retomarem o calendário. Contudo, reafirmam que possuem planos de contingência e condições para receber os alunos em turmas reduzidas e com os controles sanitários adequados. Também entendem que não será uma obrigação dos pais levarem seus filhos, contudo, com a permissão para funcionar, aqueles pais que precisam poderão estar seguros sobre onde deixar seus filhos", informa a nota. 

 

Executivo e CDL não se entendem

O grupo de gestoras já esteve conversando com o Executivo Municipal, por intermédio da CDL. No encontro, o prefeito Alexandre Lindenmeyer disse que levaria o assunto ao seu grupo técnico mas, após o período eleitoral, as tratativas não avançaram, segundo a entidade lojista.

O presidente Carlos Zanetti lembra que, "após a primeira reunião com o Executivo foi solicitado pelo Prefeito e Secretário de Educação que as escolas se preparassem, inclusive com os credenciamentos junto ao Conselho Municipal de Educação, para que no dia 16 de novembro fosse expedido novo decreto com essa autorização. Depois disso, o prefeito me ligou declinando de sua promessa". Mesmo assim, ele espera que o prefeito reconsidere sua posição no dia 30 de novembro, quando será publicado novo decreto. "Inúmeras cidades tem as escolas infantis funcionando normalmente e estamos deixando de gerar 400 empregos formais para nossa cidade", observa Zanetti. 

Ainda conforme a nota divulgada pela CDL, o grupo das escolinhas já está em tratativas com o novo governo municipal, eleito em 15 de novembro, para que o calendário escolar do município seja alinhado com o Plano de Distanciamento do Governo do Estado.