Jornal Rio grande

Fatos e coisas de Antanho 05/12

  • Redação JRG
  • 05/12/20 as 11:20

n/d

Coluna fundada por Manoel Pinto Ferreira Junior

 

5 de dezembro

1754 - Forças portuguesas compostas de “mil soldados, com 7 peças de bronze de calibre 2, três peças de amiudar de calibre 1, quatorze carros de manchegos, três carretas de pólvora, 152 carretas de bagagem, 3.760 cavalos, 261 bestas muares, 1.816 bois de carro, 2.823 reses para sustento, peões, vaqueiros, etc, além de carretas de bagagens de vivandeiras e particulares, começam a transportar-se do alojamento do Rio Grande para o Forte do São Gonçalo, recém erigido na margem do Piratini, próximo do sangradouro da Lagoa Mirim, para proteger os depósitos de víveres dos ataques dos índios Tapes”

1859 – Ontem, por ocasião do leilão que fez na vila do Norte, Perry de Carvalho, um dos escravos que foram à praça, pertencentes à herança do falecido Frederico Martins de Amorim, declarou que não queria ser vendido para charqueada, enquanto que pediu a vários comerciantes do Rio Grande, que ali se achavam, que o comprassem, que teriam um bom escravo.

Arrematado, ele, por José Bento de Campos, pela quantia de 1:400$, atirou-se a mar e desapareceu.

1878 – Relojoaria Luso-Brasileira – Manoel Correa d’Azevedo, relojoeiro que, na sua Pátria, gozou no decurso de sete anos a estima e confiança de todas as pessoas que o ocupavam para consertar relógios, máquinas de costura e outros objetos concernentes à sua arte; que construiu uma máquina giratória de costura para serviço de sapateiro, a qual fez admirar as pessoas que a viram funcionar; e que, ultimamente, na importante cidade do Rio de Janeiro, sendo empregado na afamada relojoaria de Antonio Alves Pereira da Rocha, quinze dias depois de entrar para esta casa mereceu o lugar de primeiro oficial; vendo-se forçado a residir em clima mais salubre que o daquela cidade, dirigiu-se a esta e acaba de estabelecer a sua oficina na rua dos Príncipes, nº 101, onde espera ter ensejo de mostrar a perfeição do seu trabalho aos ilustres rio-grandenses, para assim os convencer de que os não ilude neste anúncio.

1943 – Carlos Santos – Completará, depois de amanhã, mais um aniversário natalício o nosso ilustre amigo e companheiro de trabalho sr. Carlos da Silva Santos, competente e dedicado secretário do Colégio Municipal Lemos Junior.

Bastante admirado e estimado na sociedade rio-grandina, por seus altos dotes de espírito, serão, certamente, inúmeras as manifestações de apreço que lhe tributarão.