Jornal Rio grande

Jornal Rio Grande há 50 anos - 05/12/1970

  • Redação JRG
  • 05/12/20 as 11:24

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Sábado, 5 de dezembro de 1970

Acervo da Bibliotheca apreciado no Rio de Janeiro

Como noticiamos, parte do valioso acervo da Bibliotheca Rio-Grandense, que refere-se à Guerra do Paraguai, em sua maior parte compilado por um jovem chamado Montenegro, foi remetido para o Rio de Janeiro, a fim de figurar numa exposição promovida pelo Ministério da Marinha. Vários volumes foram aqui embarcados por solicitação do capitão-de-mar-e-guerra Márcio Pereira de Lyra e do sr. Abeillard Barreto, nosso conterrâneo, residente na Guanabara, grande colaborador da biblioteca. A exposição será no Dia do Marinheiro, data do nascimento de Tamandaré em Rio Grande. Alguns documentos estão sendo copiados pelo Ministério da Marinha, que vai confeccionar dois catálogos, sendo um de fotografias e documentos, com referências à biblioteca local. Os catálogos serão enviados para instituições culturais do país.

A obra inédita “Efemérides da Guerra do Paraguai” deverá ser editada pela Marinha.

Cebola sem transplante foi sucesso

O Boletim Informativo da Coopagrisul anunciou recentemente, num trabalho intitulado “Análise sobre a cebolicultura rio-grandense”, que fora recomendado às entidades de pesquisa experiências sobre o plantio da cebola sem o transplante.

A Estação Experimental Domingos Petroline atendeu a recomendação, mantendo experimento para observar o comportamento da cebola sem o transplante. Os resultados, embora ainda não inteiramente completos, foram não só promissores, como sensacionais.

O técnico agrícola Pedro Files anunciou que a produção da cebola semeada no local definitivo deverá dobrar em relação àquela transplantada, estimando ao redor de 30.000 kg por hectare para a cebola sem transplante. Observou que as vantagens da diminuição da mão-de-obra já são muito grandes e, além disso, parece que a cebola não transplantada rende mais por unidade de área.

Formam-se médicos em Pelotas

A Faculdade de Medicina da Universidade Católica de Pelotas formou médicos, ontem, em solenidade no Teatro Guarany, na qual foi orador da turma o formando Carlos Jesus Pereira Thompson Flores. Também discursaram o paraninfo, Dr. João Batista Galvão, e o Bispo Diocesano, D. Antonio Zattera. Após a Colação de Grau um elegante baile, no Clube Brilhante, encerrou o programa festivo que se iniciara pela manhã com a celebração de missa na Catedral.

Quatro riograndinos fizeram parte da turma de novos médicos: Cláudio Luiz de Mattos Souza, filho de Olívio dos Santos Souza e Morelia de Mattos Souza; Antonio Magoulas Perdicaris, filho de André Perdicaris; Dinorá Soares Lopes, filha de Evaristo Lopes; e Horácio Augusto de Miranda Brum, filho de Ayres da Costa Brum e Icléia de Miranda Brum.

A Dra. Dinorá Soares Lopes, desta cidade, foi especialmente homenageada em virtude de haver cursado os seis anos sempre alcançando as máximas notas entre seus colegas.

O Segundo “Baile do adeus”, por Paulo Ferreira:

Embora com algum atraso, vou falar do “Baile do Adeus” confessando que, por muitos motivos, não acreditava muito nele...

O baile aconteceu a 21 do mês passado, na Escola de Engenharia Industrial, e no seu transcorrer, aos poucos, fui dissipando as dúvidas, até constatar que se tratava de mais um ponto vistoso no meu caderno promocional. Foi um verdadeiro sucesso. 

Muitos longuinhos na noite do “Adeus”. Garotas chiquíssimas esnobavam seus longos no salão de festas, onde atuava o conjunto The Dizzies.

Muitas presenças. Entre os convidados encontrei o Dr. Moacyr Erdós e Maria, como sempre distinta e alinhada; Trajano Lopes Bittencourt e a elegante Clélia; Ernani Tessari da Silva e Fany (muito ‘coruja’ com o sucesso da filha Amélia, o novo Broto do Rio Grande), Nery e Adiles Collares Hormel e Solange Duarte.

Entre os formandos, formando uma turma divertidíssima, animando muito o “Baile do Adeus”, Carlos Castro e sua noiva de Porto Alegre; Ustrar e Conceição, de Pelotas; Fernando Freitas e Simone Cotta de Mello; Carlos Rodolfo Harttmann e Sara Espírito Santo, Luiz Ferbara e Elizabeth Duarte (ela, como manda o figurino, uma das mais elegantes da noite, em longuinho estampado), Pisco e Aurea Celia Gonçalves (ela parecendo-se muito com um manequim do ‘Burda’).

BROTO 1970 – Como é de praxe, apresentamos à sociedade riograndina, no ‘Baile do Adeus’, o ‘Broto 70’. Surgiu a substituta de Naira Gralha, a charmosa e bonita Amália Regina Pucinelli da Silva, em alinhada e sofisticada ‘max’ preta com blusa verde-metálico. Hoje Amália estará defendendo a Noiva do Mar no certame estadual para ‘Broto do Rio Grande do Sul’.

A RAINHA – Um dos melhores concursos que já organizei em minha carreira promocional foi a escolha da Rainha do Baile do Adeus – 1970. Oito lindas candidatas, muito bem trajadas, desfilaram para a Comissão Julgadora, chamadas por mim e minha mestra de cerimônias, Ana Maria Grafulha: Denise Marques de Carvalho, representando a Faculdade de Medicina; Mirna Quintana Almeida, pela Faculdade de Economia; Maria Manuela Azeredo, pela Faculdade de Filosofia; Eloísa Macio, atual Rainha da Ures, representou o Instituto de Educação Juvenal Miller; Nara Mattos Soares, representante da Faculdade de Direito; Rosamaria Urbanetto, representante da Escola de Belas Artes; Maria Cristina da Silva, representante da Ures; e Regina Medina de Carvalho, representando a Faculdade de Engenharia.

A Comissão Julgadora foi formada por Cipriano de Moraes e Maria Teresa, Dr. João Toralles Leite e Dra. Zurayde, jovens Anilson dos Santos, Dóris Elena Neves, Naida Gralha e Amália Regina.

Maria Cristina Gomes da Silva foi eleita a “Rainha do Baile do Adeus – 70”, que recebeu a faixa das mãos de Roselaine Abramson, Embaixatriz do Turismo e sua antecessora.