Jornal Rio grande

Vênus ao banho

  • Luiz Henrique Torres
  • 30/10/20 as 21:23

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Acervo: Walter Albrecht

Os mapas/plantas do século XVIII indicam o espaço hoje ocupado pela Praça Tamandaré como um anecúmeno formado por cômoros de areia. O deslocamento destes cômoros atrapalhava inclusive as práticas religiosas no atual prédio mais antigo da cidade, a Matriz de São Pedro (1755), pois a areia dificultava o acesso dos fiéis pela porta principal do templo. O terreno em frente aos estabelecimentos militares e da administração foi denominado de Praça dos Quartéis, devido à proximidade de edificações militares e também chamado popularmente de Geribanda. No mapa urbano de 1829 a área da praça aparece descrita como um “terreno arenoso com combros e por isso incapaz de se povoar presentemente”. No início da década de 1870 havia cinco poços construídos com tijolos e cantaria. A praça recebeu a denominação atual em 1865, em homenagem a Joaquim Marques Lisboa, o Almirante Tamandaré, nascido em Rio Grande em 1807.

Neste cartão-postal de 1904, observa-se o lago no sentido da Rua General Netto e em primeiro plano a “Vênus ao Banho”, escultura francesa (fundição Val D'Osne) em ferro fundido originalmente colocada pela Companhia Hidráulica junto à Praça Julio de Castilhos na década de 1870 e  removida para a Praça Tamandaré.

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