Jornal Rio grande

Satt e o Cassino: "Houve um avanço significativo na infraestrutura"

  • Ique de la Rocha
  • 21/12/20 as 10:54

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O titular da Secretaria do Cassino, Miguel Satt

O secretário municipal do Cassino, Miguel Satt, acredita que a pandemia poderá até aumentar a vinda de turistas nesta temporada de veraneio. Isso porque o governo do Uruguai fala na possibilidade de proibir a entrada de estrangeiros dos países vizinhos devido à Covid-19. Na opinião dele, “uma parte dos que viajam para o Uruguai poderão vir para nosso balneário. Também pela situação econômica, parte de quem ia para o Uruguai, Litoral Norte ou Santa Catarina poderá optar pelo Cassino. Acredito que teremos um contingente muito grande aqui. Também vai depender da pandemia. Se diminuir o índice de contaminação, teremos muita gente. Se aumentar a contaminação, provavelmente será vedado o acesso à praia e aí penso que as pessoas terão de ficar em casa até que chegue a vacina ou descubram alguma medicação eficiente".

A Secretaria Municipal do Cassino (SMC) implantou mais três academias ao ar livre no balneário, além do Totem próximo à estátua de Iemanjá e o Chimarródromo, próximo à Igreja Sagrada Família. Sobre os preparativos para este veraneio, o titular da SMC ainda salienta: “Mesmo com o momento atípico que estamos vivendo, devido à Covid, mantivemos a mesma programação de outras temporadas: manutenção de praças, logradouros, das academias ao ar livre, corte de grama, limpeza e manutenção intensa das ruas arenosas e ensaibradas, tratamos do escoamento da água das chuvas pelos 11 canais drenantes do Cassino (macrodrenagem), nos preparamos para a temporada com a confecção de 18 novos mirantes. Temos cerca de 140 latões de lixo novos para a orla, além dos 60 que tínhamos, totalizando 200 latões. As principais vias do Cassino também receberam manutenção e sinalização. Resumindo: da mesma forma que em outras temporadas, mesmo sendo um momento atípico, não paramos e, quando retornarmos à normalidade, teremos um Cassino organizado e a praia limpa. Também fizemos a manutenção permanentemente dos 6 mil pontos de iluminação pública sob nossa responsabilidade. Penso que houve um avanço significativo em infraestrutura”.

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Chimarródromo da Avenida. Foto: JRG

Valeta da Rio de Janeiro e o Eco Ponto

Satt informa que “está em andamento a confecção de 200 das 800 tampas previstas para o fechamento do canal drenante na rua Rio de Janeiro. Quando acontecer a colocação das tampas a valeta estará tapada e possibilitará a construção de mais 800 metros de ciclovia naquela rua”.

Outro projeto importante, que deverá estar concluído em fevereiro, é o Eco Ponto. Situado na rua Silvério Miranda Junior, s/nº, ele consiste num depósito para receber galhação, restos de obra e madeiramento. Também “terá boxes em separado onde a população poderá descartar todo tipo de material inservível, como eletrodomésticos, pneus velhos, forno de micro-ondas e outros, que depois serão encaminhados para a cooperativa de reciclagem de lixo do município. É um avanço, uma qualificação de nosso depósito, que inibe o descarte indevido no Cassino”.

As festas populares do Cassino

A abertura da temporada de veraneio no Cassino deveria ter acontecido neste último sábado, 19 de dezembro, mas foi protelada, também devido á pandemia, segundo o secretário, que aguarda nova data a ser marcada pelo prefeito Alexandre Lindenmeyer. Já o Reveillon na praia, que era tradicional na virada do ano, dessa vez não acontecerá por causa do Coronavírus. Segundo Miguel Satt, os foguetes também estão proibidos.

Com relação às duas maiores festas populares da temporada de veraneio, o secretário do Cassino explica: “A Prefeitura separou recursos para repassar à Festa de Iemanjá. Para o carnaval do Cassino não tem recurso. Nos dias e folia entramos somente com a organização, feita por uma comissão de servidores, limpeza e segurança, mas essas festividades dependerão do novo prefeito”.

Cinco anos na Secretaria do Cassino

No final do atual governo do município Miguel Satt estará completando cinco anos como secretário municipal do Cassino. Ele acredita que deixa a pasta com saldo positivo:

- De modo geral, com toda humildade, foi um bom trabalho e, em muitos aspectos, muito bom. Em cinco anos fizemos o ensaibramento de, aproximadamente, 15km de vias importantes, executamos 2 km de pavimentação em parceria com os contribuintes, já entregues. Temos obras em andamento, como o anel viário da Querência. Obras de drenagem e pavimentação são mais de 10km com recursos próprios. Tem a rua Ana Pernigotti no Bolaxa, o anel viário da Querência e outras. Executamos 15 km de tubulação e drenagem nas mais diversas ruas. A drenagem no Cassino foi um avanço imenso. Fizemos uma ciclovia com 2.200 metros de extensão, da ponte do Bolaxa até o pórtico do Cassino. Para isso, colocamos saibro, asfalto, iluminação e paisagismo, tudo com recursos da Prefeitura. Fizemos o que foi possível, com os recursos que tínhamos, pois vivemos um momento diferente. Com a saída do Polo Naval a arrecadação diminuiu e foi uma boa gestão. O Cassino se aproxima dos grandes balneários que têm infraestrutura.

Como o senhor entregará a SMC para o novo governo?

Em dia com os fornecedores. Vamos entregar com maquinário em muito boas condições, embora diminuto, mas todo funcionando. Desejo que a nova gestão prospere e continue melhorando a infraestrutura do Cassino.

Tem algum projeto importante que não foi possível realizar?

Sim. O projeto da avenida Beira-Mar, que vai do riacho até as bases, idealizado pelo engenheiro Gilberto Arabidian, que é servidor de carreira e fez um belo trabalho. Serão três quilômetros de comprimento e prevê drenagem, pavimentação, estacionamento, passarelas, ciclovia e área de lazer. Basicamente só falta a captação de recursos, mas pode ser que o novo governo avance nessa questão, porque seria de grande importância para o Cassino.

Em sua opinião o que o Cassino mais necessita para desenvolver o turismo e o próprio balneário?

Cada segmento deve dar sua contribuição. No contexto do Executivo tivemos avanços em infraestrutura, drenagem, pavimentação de vias nos principais acessos do Cassino, anel viário e linha de ônibus. Por outro lado, penso que o segmento hoteleiro e a rede imobiliária tem de entender o momento econômico difícil e ceder um pouco nos preços, principalmente dos aluguéis. Ainda precisamos aprimorar a área gastronômica. Tem de ser o coletivo, todos trabalharem em benefício do Cassino.

Como o senhor vê a discussão sobre o trânsito de veículos na praia?

Teve um movimento forte dois anos atrás. Como secretário, defendi a possibilidade de um trecho maior de inclusão de pessoas e exclusão de veículos, mas desde que se dê infraestrutura a essas pessoas. Não é delimitar 500, 600 metros e excluir carros os carros simplesmente. Precisa de estacionamento, acesso à praia com passarela, área de lazer, área de esporte, pesca. Se não der, eu sou contra. Se der, sou a favor de um trecho. De qualquer forma, penso que tem de manter a possibilidade do ingresso dos carros. É um diferencial da nossa praia, que só nós temos.