Jornal Rio grande

Entrevista: Marco Antonio Cunha, funcionário da Bibliotheca Rio-Grandense

  • Redação JRG
  • 31/10/20 as 22:59

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Boa parte da vida de Marco Antônio Cunha é dedicada à Bibliotheca Rio-Grandense, a maior do Rio Grande do Sul e que conta, somando os livros, revistas, jornais e o acervo fotográfico com mais de 550 mil itens. Hoje com 56 anos de idade, ele entrou na instituição em 1984, quando tinha 20 anos.

Além de sua competência profissional, Marco se destaca pela maneira atenciosa com que atende a todos que o procuram. Ele estava lá quando Fernando Henrique Cardoso, então candidato à Presidência da República, fez uma visita à Bibliotheca. O ex-presidente fez pesquisas naquela casa e também em Pelotas, para sua tese de doutorado, muitos anos atrás.

JRG - Depois do surgimento da internet como ficou a procura pelo acervo da Bibliotheca Rio-Grandense?

Marco Antonio Cunha - Com certeza, o movimento antes era maior. Hoje a procura diminuiu muito, também porque muita coisa se acha no Google. Diria que o público caiu em cerca de 60%.

Quem mais procura a Bibliotheca atualmente?

Nosso maior público hoje são os estudantes universitários e o que mais fazem são pesquisas em jornais antigos.

É possível ainda levar livros para casa?

Sim, especialmente romances, ficção e livros da linha espiritualista, sendo que estes últimos são os mais procurados, mas para isso é preciso se associar. A mensalidade custa R$ 20 e se pede ao interessado a apresentação de um comprovante de residência e um documento de identidade. O restante do acervo está disponível somente para consultas internas.

Quais os dias e horários de funcionamento da Bibliotheca Rio-Grandense?

De segundas a sextas-feiras, das 9h às 17h, sem fechar ao meio dia.