Jornal Rio grande

Sugestões para nosso Mercado ficar mais atrativo

  • Ique de la Rocha
  • 30/12/20 as 13:13

 

Nosso comentário anterior sobre o Mercado Municipal e a necessidade de mais atrativos no local teve boa repercussão e motivou comentário, no Facebook, de Cleiton Primo, que foi meu contemporâneo no Colégio Lemos Junior, nos anos de 1970, só que em turmas diferentes.

Primo enriqueceu o debate com boas sugestões. Diga-se de passagem: como é bom debater a terra da gente. Quando se faz uma crítica construtiva, bem intencionada, é bom para a cidade. Por isso eu ficaria muito feliz se este Olha Aí, ou se o site todo, motivasse as pessoas para discutirmos, juntos, as questões que envolvem o nosso Rio Grande.

Cleiton Primo entrou nesse espírito, do bairrismo positivo. E faz observações bem interessantes, que publicamos a seguir:

“Na minha modesta visão o Mercado Público deveria ser o cartão postal da cidade do Rio Grande, como os da cidade de Pelotas e Porto Alegre. Não seria fazer uma pintura e melhorar os banheiros, mas sim transformá-lo em um local de restaurantes, cafés, lojas com todos os produtos hortigranjeiros, sejam eles orgânicos ou não , boas peixarias , barbearias, Restaurante Marcos ,Garden Grill, restaurantes mais simples que já existem, lojas de especialidades, lojas de produtos de pesca.

Na parte que dá para o mar poderia ter restaurantes típicos de frutos do mar, música com o mundo artístico local. Enfim, além de um mercado de alimentos, ser um cartão postal do Rio Grande, modernizando e mantendo a estrutura externa do prédio, com toda a segurança necessária, e isto se faz com parceria pública privada”.

Até Calçadão

As sugestões de Cleiton Primo me fazem lembrar de uma que partiu de um conhecido comerciante do ramo gastronômico. Na época, e já fazem uns bons anos, ele me falou que havia outros empresários do setor interessados. A sugestão era destinar o lado do mercado, de frente para a Lagoa, a restaurantes, confeitarias e estabelecimentos do gênero. A calçada seria alargada para a colocação de mesas e facilitar o trânsito das pessoas, deixando apenas uma passagem para veículos. Mas a ideia não prosperou.

Novas secretarias

Na administração passada muitas críticas diziam respeito ao número de secretarias municipais existentes, considerado excessivo. Por isso a expectativa para a redução desse quantitativo, medida que, por sinal, já teria sido adiantada pelo novo prefeito. Nos anúncios dos integrantes do novo secretariado, feitos por Fábio Branco, chamou atenção a criação de uma nova secretaria: a da Causa Animal. A causa é elogiável e nada contra a titular da pasta, mas não seria mais produtiva a criação de uma unidade dentro de uma secretaria já existente?

Por outro lado, a fusão da Secretaria da Pesca com a Agricultura, resultando daí a Secretaria da Pesca e Desenvolvimento Primário, é uma boa notícia. A pesca também é uma causa elogiável, mas desde a criação de uma secretaria específica para o setor, o que mais se viu foi o encaminhamento de questões burocráticas, como seguro desemprego e outras tarefas que já eram desempenhadas pela Colônia de Pescadores. Muito pouco o pescador se beneficiou dessa pasta. Soubemos de alguns projetos interessantes, como a construção de embarcações, mas nunca saíram do papel.

Desculpa esfarrapada

Fazendo pesquisa em um dos jornais que circulava na cidade, no passado, encontrei uma nota muito curiosa no jornal “O Tempo”, de 29 de agosto de 1954.

Na verdade foi uma desculpa muito esfarrapada do jornal ante um protesto da direção do FBC Rio-Grandense, que taxou de inverídica uma informação dada por aquele órgão. Eis o que escreveu o editor do jornal para tentar se justificar:

“Não queremos discutir a veracidade ou inverdade do assunto, pois assim como a conversa que ouvimos era falsa poderia ser verdadeira. Folga-nos em sabê-la destituída de fundamento, pois o que desejamos é a paz constante no seio do esporte rio-grandino”. Ou seja, não disseram nada com nada.