Jornal Rio grande

Economia e Opinião

  • Nerino Dionello Piotto
  • 01/01/21 as 11:32

 

Caríssimos leitores:

Recebi do jornalista Ique de la Rocha convite para participar, como colaborador, deste inovador projeto. 

Falei ao Ique, a quem parabenizo pela ideia, que amo de paixão nossa cidade, a cujos mestres devo a base para tudo. Com entusiasmo e alegria, serei parceiro!

Para que conheçam um pouco deste colunista: sou formado em Economia pela FURG, com especialização em RH pelo Instituto do Emprego Espanhol, de Madrid. Fui professor no Salesianos,  na Escola Técnica Getúlio Vargas e na FURG, em nossa cidade e nos Centros de Treinamento e Seleção do Banco Central e da Receita Federal em Brasília e no Rio de Janeiro. Participo com um comentário semanal no Programa Manhã Regional, da Rádio Riograndina.

Além do foco principal tenho abordado temas que entendo preponderantes para nossa cidade: os gastos de nossa Prefeitura, a meu ver, excessivos, mais pelos quantitativos de Secretarias; a manutenção de ente como o DATC, que nada tem a vem com prefeitura; o endividamento atual da cidade, por empréstimos, pois entendo que os projetos poderiam ter sido executados com resultados de economias; o não pagamento de contribuição por parte de alunos de famílias abastadas em cursos da FURG. 

Falei com o Prefeito Fábio Branco e com o Dr. Janir, coordenador da transição. Há pleno entendimento por parte dos comandantes e equipes, prova de humildade, responsabilidade e amor por Rio Grande. Parabéns!  

Fábio está com uma equipe de secretários de primeira. Entendo que poderá obter, a curto prazo, bons resultados com choques de gestão. Exemplo: cobrando maior vigor da Guarda Municipal na repressão de infrações, notadamente no Cassino, tipo Lei do Silêncio, estacionamentos irregulares; da fiscalização municipal, com relação ao cumprimento das posturas do município. As regras são boas, mas...por exemplo, muitas calçadas, notadamente em bairros, servem para tudo menos para os pedestres... ;  estabelecer parcerias para  investimentos e projetos, como a criação de vagas em albergues, pois a mendicância e seu aumento exponencial é sintoma da crise que atravessamos e eles precisam  ser mitigados com humanidade.  

Entendo que Rio Grande tem que agir em conjunto – além da iniciativa privada – com os governos estadual e federal.  

A anomia (quando as pessoas violam as normas para alcançar objetivos, não raros ilegítimos) que vem ocorrendo em nossa cidade tem induzido pessoas que tiveram o privilégio de uma ótima educação e formação a procurarem outros lugares para viver e investir. Isto precisa ser revertido. É possível! Pensem nisso.

 

Nerino Dionello Piotto é economista