Jornal Rio grande

A planta urbana de 1829

  • Luiz Henrique Torres
  • 03/01/21 as 11:25

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Planta urbana de 1829. Acervo: Biblioteca Nacional (RJ)

Esta planta urbana detalha as ruas e os espaços de expansão da então Vila do Rio Grande de São Pedro no ano de 1829. O símbolo da cruz demarca a Igreja do Carmo, a Capela de São Francisco e a Igreja Matriz de São Pedro. A Praça da Alfândega (Xavier Ferreira) já está demarcada enquanto a Praça Tamandaré (à direita) ainda consta na legenda como um "terreno arenoso incapaz de se povoar presentemente". No lado esquerdo os "pântanos" se referem a Ilha do Ladino que apenas no início do século XX será integrado plenamente a cidade com a construção do Porto Novo.  

A Cidade Nova não existia e a área não passa de cômoros e alagadiços. A Rua da Praia se refere a atual Marechal Floriano; a Rua Direita (General Bacelar); Rua Nova das Flores (Riachuelo); Rua dos Cômoros (Silva Paes); Rua do Fogo (Luiz Loréa); Praça São Pedro (Júlio de Castilhos); Largo do Poço (Praça Sete de Setembro). As águas da Lagoa dos Patos ainda ocupavam parte da Praça Xavier Ferreira e o trapiche da Alfândega se destacava no cais do Porto Velho.  

A Cidade Antiga estava esboçada na planta e teria um incremento populacional crescente até a década de 1880 quando os muros das Trincheiras foram rompidos e começará o povoamento sistemático da Cidade Nova.