Jornal Rio grande

Na praia, muitas queimaduras por mãe d’agua e resgate de banhistas alcoolizados

  • Ique de la Rocha
  • 07/01/21 as 15:33

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Nos primeiros dias do ano está chamando atenção dos salva-vidas da Operação Verão o grande número de banhistas atingidos por queimaduras envolvendo mãe d’aguas. Somente nesta última quarta-feira, 6, os Bombeiros registraram 625 casos de pessoas que estiveram nas guaritas relatando o ocorrido.

A 2º Sargento Jéssica, responsável pelo Setor de Comunicação Social do 3º Batalhão de Bombeiro Militar – CBMRS, informou que no Cassino as queimaduras por mães d’agua não são incomuns, mas chama atenção o elevado número verificado este ano, já que no Feriadão do Ano Novo centenas de casos já haviam sido relatados. Da mesma forma que 22 casos também foram registrados nas praias do Laranjal, em Pelotas, onde não se tinha registros anteriormente. Isso acontece por causa das altas temperaturas, aliada ao fato de a água estar muito salgada. “Com as chuvas, a água da lagoa vaza, mas quando chove pouco, como agora, a água fica mais salgada”, explica a militar.  

Cuidados

A mãe d’agua, ou água-viva tem seu corpo constituído por 95% de água. Trata-se de um invertebrado do grupo dos cnidários (do qual fazem parte também os corais, por exemplo). Apesar de possuir uma estrutura simples, é perigosa. Queimaduras pelo seu veneno não são eventos raros. O veneno é armazenado nos nematocistos, células que atuam como cápsulas de armazenamento, localizadas nos tentáculos do animal.

Alguns cuidados devem ser tomados quando as queimaduras de águas-vivas ocorrem. Elas causam irritações, sensação de queimadura, dores e fisgadas – em casos mais graves, é possível que haja náusea, vômitos e até desmaios. O principal a ser feito ao ser queimado por uma mãe d’água é lavar o local com a água do mar e não com água potável, que piora a situação.

Outra medida importante é fazer compressas frias com vinagre (que está disponível nas guaritas de guarda-vidas do litoral gaúcho). Em casos em que os tentáculos ficam grudados à pele, eles devem ser cuidadosamente removidos com o auxílio de pinça ou gelo, sem esfregar o local

Banhistas alcoolizados

Também chama atenção o expressivo número de resgates feitos pelos salva-vidas na praia do Cassino. A 2º Sargento Jéssica salienta que os resgastes não são necessariamente casos de afogamento. “Podem ser de banhistas que entraram numa corrente e não conseguiram retornar ou mal súbito, o que pode acontecer com quem entra na água de estômago cheio e, em muitos casos, ainda alcoolizado”.

A responsável pelo Setor de Comunicação Social dos Bombeiros observa que o fato das ondas no Cassino serem mais calmas e haver mais segurança em relação a outras praias pode levar os banhistas a se descuidarem. Mas alerta: “Ser uma praia mais calma que as outras não significa que não vai ter buraco, nem corrente. Ainda por cima, tem muitos que entram na água embriagados e passam mal”. Conforme ela, é grande no Cassino o número de banhistas que entra na água alcoolizado.

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