Jornal Rio grande

Economia e Opinião

  • Nerino Dionello Piotto
  • 08/01/21 as 1:13

 

2020: o ano em que a pandemia travou o mundo! Com uma recessão equivalente à da crise de 1929. Com fechamento de postos de trabalho, perdas e milhões de mortos!

Como não há mal que não traga um bem junto, vivenciamos em 2020 uma onda de solidariedade humanitária. Os governos ajudaram colocando dinheiro nas economias e a ciência brilhou criando vacinas inovadoras em prazos inimagináveis e abrindo caminho para a prevenção de outras doenças.  E o crescimento do PIB (produto interno bruto, soma de tudo o que um país produz, mercadorias, serviços...) no Brasil nos dá uma quase certeza de ótimas perspectivas de um futuro promissor.  Isto, se formos capazes, em todas as esferas do governo, de manejar bem os problemas fiscais e da vacinação...

E  nossos investimentos, como ficam? Aprendemos pela dor que precisamos de uma reserva.

Outro dia me telefonou um colega e mestre, da FURG. Estava preocupado com a rentabilidade de seu fundo de previdência. E talvez pensando em migrar para outras áreas. imagino que estava atraído pelo canto de sereia da bolsa de valores.

Minha opinião, dada a ele: com a tua idade, eu não faria isso! O mar de investimentos está revolto. Esses fundos  têm muitas vantagens. Vamos abordar o tema em artigo futuro.

Lembro algumas regras de ouro que aprendemos na FURG e que estão em vigor até hoje: investimento em ações (bolsa de valores/renda variáve ) é de longo prazo (5, 10 anos) e não se deve comprar mais do que se suportaria perder; proteção na hora da euforia é preponderante, ou seja: sempre devemos ter dinheiro em caixa; o que ocorreu no passado pode não se repetir, ou seja: a alta luminosidade da bolsa pode perder brilho, embora não se tenha no horizonte a possibilidade de ganhos em renda fixa; de dez por cento ou mais como tínhamos até pouco tempo; e muita atenção aos aspectos psicológicos (economia/finanças e psicologia têm tudo a ver); somos tentados a extrapolar os sentimentos atuais para o futuro, para o bem e para o mal; ou seja: se está ruim, achamos que vai ficar assim para sempre! 

Pensem nisso!

Um ótimo 2021 para todos nós!

 

Nerino Dionello Piotto é economista