Jornal Rio grande

Economia e Opinião

  • Nerino Dionello Piotto
  • 15/01/21 as 9:21

Caríssimos leitores:

Primeira meta para 2021: permanecer vivo!  E, também, nesse mar revolto do mercado fianceiro, ficar ligado nas aplicações para não ter prejuízo. 

Vou abordar,  a pedido, um pouco sobre aplicações em planos de previdência privados. Muita gente pensa que só se pode ter um plano de aposentadoria por meio de uma empresa. Não, tu podes fazer o teu plano sem depender de emprego/empresa e sem entender de aplicações.

Basicamente temos duas boas escolhas: PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) e/ou VGBL (Vida Gerador de Benefícios Livres). 

Qual o melhor?  Depende de cada caso. Se tu fizeres a declaração do imposto de renda no modelo completo, eu diria que o PGBL é o mais indicado, pois permite que tu possas abater até 12% de tua renda bruta salarial. Esse imposto vai ser pago lá pra frente e, se aplicado por dez anos com alíquota regressiva, vais pagar só 10% de imposto de renda (IR). 

Agora, se tua declaração de IR for feita no modelo simplificado, a melhor opção é aplicar no VGBL, nada impedindo que tenhas os dois. O IR no VGBL recai só sobre os rendimentos.

E em que idade começar? Abri um plano para minha neta,  há 7 anos, quando nasceu!

A pergunta que não quer calar: e a rentabilidade? Não há milagres e nem mágicas!  No VGBL poderás escolher  e alterar a composição da carteira, exemplo: 75% em renda fixa e 25% em ações (limitado a 49%); já na aplicação em PGBL não poderás escolher; ficará a cargo do banco. Usualmente são aplicações que visam a manter o patrimônio sem grandes riscos.  

Muita gente só olha os planos de previdência pensando na vantagem do desconto do IR. Eu já acho que a principal é no processo sucessório, ou seja: se a pessoa falecer – todos nós vamos – a burocracia é quase zero. Fica-se livre da abertura de inventário que, não raro, pode deixar teus herdeiros sem liquidez, ou seja, sem dinheiro. Pois, para liberar um saldo de conta corrente há necessidade de autorização judicial. No caso desses  Planos, o dinheiro rapidamente vai para a conta dos beneficiários indicados no contrato de abertura e ainda sem a cobrança do imposto estadual ITCMD (Imposto de Transmissão Causa Morte e Doações, alíquota máxima de 8%, variando em cada estado). embora alguns estados como o Paraná e Minas Gerais já cobrem  – um entendimento que especialistas dizem ser errado, tanto que São Paulo tem entendimento diferente.  

Outra grande vantagem desses planos é que não tem o famigerado come-cotas, ou seja: não existe a antecipação de Imposto de Renda,  feita em maio e novembro, descontado de tuas aplicações em renda fixa, multimercados e cambiais.

E o dinheiro acumulado pelo não recolhimento do IR vai trabalhar a teu favor. 

 

Nerino Dionello Piotto é economista