Jornal Rio grande

Covid afastou 160 arrumadores que tinham comorbidades

  • Ique de la Rocha
  • 18/01/21 as 16:13

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Desde abril do ano passado, quando a pandemia da Covid-19 se intensificou no município, o Sindicato os Arrumadores se viu obrigado a afastar da escala vários trabalhadores que apresentavam comorbidades. O número chegou a 160 dos 315 ativos.

No período do afastamento, esses trabalhadores foram amparados pela Lei federal nº 14.047, que determinava o pagamento deles pela média salarial. A lei também previu que o retorno ao trabalho deveria se dar no máximo até janeiro deste ano. Em vista disso, a grande maioria já está de volta à atividade (vários já tinham retornado no final do ano), com exceção de uns 10 arrumadores que optaram pela aposentadoria.

O tesoureiro do Sindicato dos Arrumadores, José Loureiro Caldeirão, diz que esses trabalhadores já estão na ativa e que trabalho tem na área portuária: “Nossa atividade depende da movimentação do porto. Tivemos um período fraco, mas melhorou e, além dos grãos, temos madeira, celulose, adubos. Sempre tem alguma coisa para movimentar e em março começa a safra da soja”.

Precauções estão sendo cumpridas

José Caldeirão participa de um grupo de prevenção à Covid formado pela Superintendência da Portos RS e que tem o engenheiro Henrique Ilha como coordenador . Este grupo procura assegurar maior segurança e todas as medidas de prevenção aos trabalhadores do setor portuário. Acompanha o afastamento e o retorno dos trabalhadores, a utilização de máscaras, álcool em gel, Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), medição de temperatura e outras medidas.

O tesoureiro dos Arrumadores salienta que, tanto a Portos RS, como as empresas, estão cumprindo as normas de segurança e prevenção. “O porto público está bem controlado. Nas empresas se constata alguns casos de Covid, mas do nosso pessoal tem sido bem pouco”.

Embora com 160 casos de afastamento do trabalho, por causa das comorbidades, Caldeirão observa que, entre a categoria, “tivemos poucas ocorrências. Alguns pegaram, mas quando isso acontecia todos os que tiveram contato com o infectado, de dez dias para trás, eram afastados para realizarem os exames”.   

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