Jornal Rio grande

Rio Grande possui 8 FMs e uma AM

  • Ique de la Rocha
  • 22/01/21 as 15:18

Rio Grande foi pioneira no Rio Grande do Sul em rádio FM. A rádio Minuano já possuía equipamento para operar nessa modalidade e foi a primeira a entrar no ar com uma programação totalmente musical e de qualidade, no final da década de 1970 . Os programadores musicais eram Edmur Nicola e Célio Soares. Depois surgiu a RCC FM (mais tarde Oceano), a rádio da Furg, a Pampa FM e a Itapema.

Hoje a cidade conta com oito emissoras FM: Aleluia, Studio Livre, 91 FM, Oceano, Rádio Marinha, Cassino Nativa, Furg FM e a Gaúcha Zona Sul. Das três AM, hoje temos a Rádio Cultura Rio-Grandina. A Minuano não está em atividade e a Cassino migrou para FM.

A rádio Cassino, que era em AM, transformou-se na Cassino Nativa FM. Conforme o nome, sua programação musical é voltada para os admiradores da música gaúcha. A emissora pertence ao grupo Relíder, de Santa Maria, que possui 15 emissoras de rádios na Cidade Universitária, Alegrete, Santana do Livramento, Rio Grande, Restinga Seca, Candelária, Guaporé, Campo Bom, Osório, Santa Bárbara do Sul, Júlio de Castilhos e Ijuí.  

Renato Gatti Albuquerque e a 91 FM

O grupo Oceano, que possui a FM do mesmo nome e outro canal que retransmitia o sinal da rede Antena 1, desde o dia 15 de janeiro apresentou uma novidade à comunidade. Agora na frequência 91,1 MHz surgiu a 91 FM, a mais nova emissora do grupo. O diretor Renato Gatti Albuquerque sentiu a necessidade de ter uma rádio mais voltada para a região, com notícias locais e que mesclasse a boa música, tanto nacional, quanto internacional. Para isso, ele fez parceria com uma empresa de consultoria de Porto Alegre, a Exponencial, de Luciano Costa, que coordenou a implantação da Rede Atlântida e, inclusive, coordena a programação musical da nova emissora em sintonia com os profissionais do Grupo Oceano. 

“Estamos oferecendo aos nossos clientes uma opção de rádio bem segmentada, adulta, para as classes A e B. Com certeza vai agradar bastante os ouvintes que gostam desse tipo de programação”, observa o empresário. Indagado sobre novos projetos, Albuquerque adianta que o foco agora é se destacar na internet: “Estamos tratando da geração de conteúdo para as redes sociais”,  

Wanda Leite e a Rio-Grandina AM

A mais antiga emissora, a Rádio Cultura Rio-Grandina, hoje é a única da cidade que transmite em Ondas Médias (AM), uma vez que outra emissora tradicional, a Minuano, não encontra-se em atividade.

A diretora Wanda Leite informa que está no projeto a migração para FM, mas os custos são elevados até porque, além da aquisição dos equipamentos, tem de pagar um valor expressivo ao Governo Federal, que não deu nenhum incentivo para as emissoras se adequarem . “Para quem vive do faturamento da rádio, principalmente nessa época de retração econômica e de pandemia, torna-se um valor elevado. Mas é nosso projeto para o futuro, quando o mercado estiver correspondendo”, diz ela.

Mas o fato de ser a única emissora AM da cidade pode ser uma alternativa interessante para os anunciantes. Primeiro, porque o alcance é bem maior que a FM. A Rio-Grandina, com seus 5 quilovates de potência, atinge 50 cidades da região. “Até Camaquã ela pega tranquilo”, observa a proprietária. Com isso, a emissora, além do jornalismo e da programação musical, se volta para nichos de mercado, como a transmissões das sessões da Câmara Municipal e até mesmo os programas religiosos, sem abandonar o jornalismo, a cobertura esportiva, a música e o entretenimento.

A Studio Livre

A Studio Livre FM (98,5 mhz) é uma emissora que vem crescendo, voltada para o segmento do Pop Rock e a difusão cultural. Apresenta hits dos anos 70, 80, 90 e, após uma reformulação, a programação musical está mais atualizada, conforme o diretor operacional, Luiz Carlos Troina: “ Inclusive apresentamos músicas do passado com versões remix, que dão a elas uma roupagem nova, com uma nova batida”.

Além disso, a Studio Livre dá bastante atenção ao jornalismo em sua programação, sendo que uma das atrações é o Mix Café, pela manhã, com duas horas de duração, focado em música e entrevistas. É um dos programas da emissora com mais audiência na FM e no Facebook. Seguindo o estilo da Band FM em São Paulo, no facebook durante os intervalos, a emissora veicula imagens da cidade.  

“Nossa rádio é segmentada, o que é uma tendência hoje em dia. Nossos ouvintes são de 25 anos, 30 anos para cima e também apresentamos lançamentos do Pop Rock”, comenta Troina.

A Rádio Marinha

O Comando do 5º Distrito Naval brindou a cidade com a Rádio Marinha. A emissora em FM tem muita qualidade em sua programação musical. Durante o dia o foco maior é na música brasileira. Quem gosta de MPB vai se deleitar. Na opinião deste colunista a emissora até tem um estilo bem carioca, mas agrada bastante o público que pretende atingir. Confesso que não ouço mais devido a outras atividades, mas o rio-grandino não pode deixar de ouvir a emissora, que também apresenta informes sobre a Marinha e de interesse da navegação. Tem me impressionado positivamente a programação musical na madrugada com música internacional do mais alto nível. É de perder o sono.    

Penso que a cidade está bem servida com suas emissoras, que apresentam programações para todos os gostos.

Rodovia General Miotto

Morreu nesta última quarta-feira, 20, em Porto Alegre, vítima de Covid, o General Geraldo Antonio Miotto, 65 anos, ex-comandante do Comando Militar do Sul. Natural da cidade gaúcha de São Marcos, ele formou-se na Academia Militar das Agulhas Negras.

O militar será homenageado com a denominação de Rodovia General Miotto o trecho da BR-116, entre Pelotas e Porto Alegre, que está sendo duplicado.

Homenagens

Iríamos aproveitar a informação acima para sugerir que homenagens idênticas sejam feitas a pessoas que se destacam nas atividades em benefício de nossa terra na ERS 734, entre o Trevo e o Cassino, e na BR-392, trecho entre Rio Grande e Pelotas. Nesta última, ficamos sabendo agora que ela já possui denominação, só que não há divulgação. É a rodovia Deputado Wilson Mattos Branco. O projeto foi apresentado pelo então deputado Eliseu Padilha, e tornou-se a lei nº 11.175, assinada em 6 de setembro de 2005, pelo então presidente Lula. Quanto à ERS 734, sabemos que da Junção ao Trevo é a avenida Itália, mas do Trevo ao Cassino parece que está sem nome. Se alguém souber do contrário, por favor nos informe para divulgarmos.

Homenagens (II)

A título de curiosidade: além da Rodovia Wilson Mattos Branco, Rio Grande já denominou outras duas rodovias: a Almirante Maximiano da Fonseca, que vai da Ponte dos Franceses até a 4ª Secção da Barra, no Distrito Industrial. O homenageado foi ministro da Marinha, responsável pela transferência do Comando do 5º Distrito Naval de Florianópolis para cá. Tem, ainda, a Rodovia Brigadeiro José da Silva Paes (fundador do Rio Grande), que é a BR-471, da Quinta ao Chuí

Homenagens (III)

Já que estamos falando em homenagens, entendemos positivas quando dirigidas a pessoas realmente merecedoras, que sejam unanimidade na comunidade. Pode ser para nome de rua, de praça, de avenida, de rodovia ou para conceder o título de Cidadão Rio-Grandino. Tem muita gente que merece, tem os que ainda não receberam o devido reconhecimento e tem alguns homenageados nada a ver, mas que servem a interesses eleitoreiros. Ou não?

General Santos Cruz sobre Bolsonaro: “Irresponsabilidade”

O rio-grandino e general da reserva Carlos Alberto dos Santos Cruz, ex-ministro da Secretaria de Governo, reagiu à declaração do presidente Jair Bolsonaro (“quem decide se um povo vai viver numa democracia ou numa ditadura são as suas Forças Armadas”) que, sempre que pode, ameaça a população brasileira com a volta da ditadura.  

Numa entrevista ao site “Congresso em foco”, Santos Cruz declarou: “Isso aí é um devaneio completo. Falta de responsabilidade total. Não tem cabimento querer envolver as Forças Armadas em aventura política pessoal. Isso não é estratégia nenhuma. Idiotice não é estratégia. Você não pode classificar como estratégia um negócio sem pé nem cabeça”.

Sobre o tratamento precoce contra a Covid, disse o militar: "Não tem cabimento isso, não tem sentido, falar em tratamento precoce e o chefe da Anvisa vai lá e diz que não tem tratamento precoce. Se você acha que tem e você é o governo, você tem que oficialmente alertar a população. Não tem orientação nenhuma, muito pelo contrário, só para confundir a população. Isso aí é uma irresponsabilidade concreta."

Só falta os bolsonaristas mais radicais taxarem o general Santos Cruz de comunista ou petralha, como fazem contra qualquer crítico do ídolo deles.

Mentira tem pernas curtas

Na segunda-feira, 18, o Supremo Tribunal Federal (STF) divulgou uma nota, publicada também nas redes sociais, desmentindo declaração de Jair Bolsonaro de que teria sido proibido pela Suprema Corte a adotar “qualquer ação” contra a Covid-19.

O STF declarou que "é responsabilidade de todos os entes da federação adotarem medidas em benefício da população brasileira no que se refere à pandemia." E esclareceu: “O Plenário decidiu, no início da pandemia, em 2020, que União, estados, Distrito Federal e municípios têm competência concorrente na área da saúde pública para realizar ações de mitigação dos impactos do novo coronavírus. Esse entendimento foi reafirmado pelos ministros do STF em diversas ocasiões". Ou seja, não eximiu o Governo Federal de sua responsabilidade.