Jornal Rio grande

Resposta rápida à sociedade

  • Ique de la Rocha (ique@jornalriogrande.com)
  • 04/11/20 as 22:15

 

Todo crime deve ser condenado, mas o que dizer de alguém que ataca uma moça indefesa e faz com ela todo tipo de barbaridade? Que direito tem alguém de condenar uma pessoa dessa forma, de interromper a vida de quem tem todo um futuro pela frente, de infelicitar uma família inteira?

As pessoas mostravam-se revoltadas com o fato. Felizmente, a preocupação com a possibilidade de um assassino andar à solta, quem sabe até um maníaco, parece que acabou. A Polícia Civil do Rio Grande esteve mobilizada nesses últimos dias e conseguiu prender o suspeito do crime. Parabéns aos policiais civis, à delegada regional Lígia Furlanetto, e à delegada Paula Garcia, que apurou o caso através da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), juntamente com a 1ª DP.

Foi criada uma grande força-tarefa para chegar ao suspeito, que acabou sendo encontrado escondido na Vila da Quinta. No final do dia ele se encontrava prestando depoimento na Polícia para depois ser encaminhado à PERG. Com 27 anos, já tinha passagens por roubo na DP do Cassino e em Santa Maria.

A delegada regional Lígia Furlanetto contou que ele conheceu a vítima Simone Souza, de 23 anos, na noite do crime. Teriam participado de uma mesma turma na avenida Rio Grande e no retorno para casa aconteceu o crime.

No momento da entrevista o suspeito ainda estava sendo ouvido pela Polícia.

 

A perda de Beto Federal

Foi uma grande perda para Rio Grande o falecimento do cantor, compositor e poeta Beto Federal. Ultimamente ele vinha enfrentando uma série de problemas de saúde e acabou não resistindo. Músico de grande qualidade, algumas de suas obras podem ser apreciadas no You Tube. A melhor homenagem que se pode fazer a um músico é ouvir seus sucessos.

Terra de músicos

Sempre afirmei que Rio Grande é uma terra de bons músicos. E foi isso que vi o próprio Beto Federal dizer numa entrevista à TVE RS, que também aparece no You Tube, gravada durante um show dele em Porto Alegre. Temos músicos e bandas para os mais variados estilos, mas infelizmente poucos prestigiam. Aqui se conta nos dedos as casas com música ao vivo e, quando existem, a remuneração é bem aquém do merecido, quando não se tem de tocar de graça. E nossos músicos, para sobreviverem, tem de tocar na noite de Pelotas, Porto Alegre, Santa Maria e outras cidades do estado.

Música ao vivo, sempre

Acho que os músicos deveriam se unir e mostrar aos empresários, donos de boates, barzinhos, que a música ao vivo é um grande negócio. Podem ver que casas com músicos, e não gravações, são sempre as mais procuradas pelo público. Sugiro que se faça uns decalcos para automóveis, como fizeram em Pelotas, certa vez, com os dizeres: “Se não tem música ao vivo, não vou”. Se nada disso der certo, os músicos poderiam se unir, tipo uma cooperativa, e eles mesmos criarem uma casa noturna.  Agora, mais do que nunca, quando a noite do Rio Grande está quase morta, tem espaço para um projeto desse tipo. Quando for novamente possível, é claro.

 

Repercussão

Este site entrou no ar sábado, ainda em caráter experimental. Mais alguns dias e pretendemos já estar apresentando aos nossos leitores mais conteúdo. O retorno que tivemos nesses primeiros dias superou nossas expectativas. Muitos vibraram com o projeto e só podemos agradecer pelas manifestações de incentivo.