Jornal Rio grande

Sindicam está mobilizado para a paralisação dos caminhoneiros

  • Ique de la Rocha
  • 29/01/21 as 16:17

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“Chegamos ao ponto de termos de parar para lutar por nossos direitos ou vamos parar porque estamos quebrados”. Esta é a declaração do presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Bens do Rio Grande (Sindicam), José Roberto Tadeo da Rosa, ao justificar a adesão da categoria no município à greve nacional dos caminhoneiros, que será deflagrada dia 1º de fevereiro.

O presidente do Sindicam já está fazendo o chamamento à categoria e, no vídeo postado no Facebook, ele pede aos companheiros que, durante a mobilização, “não bloqueiem  os carros de passeio, ambulâncias, ônibus, transporte escolar, carros oficiais, nem veículos que estiverem transportando insumos para os hospitais, como tubos de oxigênio. Nesse caso, se tivermos de fazer uma escolta para os insumos chegarem nos hospitais, vamos fazer”.

No caso dos caminhoneiros que estiverem trafegando, ele disse que será feito um trabalho de conscientização e estes serão orientados a pararem nos postos de gasolina ou no acostamento.  “Não podemos trancar a rodovia. Deixando o acesso para os carros passarem, não estaremos impedindo o direito de ir e vir”, explica o sindicalista.

“Não tem mais condições de trabalhar com frete”

José Tadeo da Rosa prevê que a paralisação poderá superar a de 2018. “A maior parte está aderindo porque não tem mais condições de trabalhar com frete”, observa ele. O Sindicam possui 500 associados no Rio Grande, “mas também representa os cerca de quatro mil caminhoneiros que diariamente trafegam na área portuária”.

As reivindicações também são as mesmas de 2018:

- Queremos o piso mínimo, que naquela época a gente ganhou e não levou. De início nos deram, mas em menos de um ano as empresas foram baixando o valor do frete por falta de fiscalização do governo federal. Também queremos uma melhor condição para a aquisição do combustível. Uma das pautas é a retirada do Preço de Qualidade de Importação, que vem atender toda a sociedade, pois representa 15% no valor final dos derivados de petróleo.

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