Jornal Rio grande

Jornal Rio Grande há 50 anos

  • Redação JRG
  • 04/11/20 as 22:27

 

5 de novembro de 1970

Da coluna “Corujando” (jornal Rio Grande):

Flores em Finados

Aqui não houve tabelamento de preços para o comércio de Finados, como aconteceu em Porto Alegre. A lei da oferta e da procura comandou as vendas, que se verificaram no Mercado, nas suas proximidades e também nas ruas de acesso aos cemitérios e diante de seus portões.

A verdade é que as poucas flores que restavam, à tarde, depois de uma procura inusitada, já murchas, crestadas pelo sol, alcançaram preços exorbitantes, em média seis vezes mais altos nas portas dos cemitérios do que eram cotadas, ainda pela manhã, nas proximidades do Mercado.

O que mais se verificou ontem, em matéria de preços de flores, foi uma autêntica ladroeira, que nada podia controlar. Eram poucas flores que restavam e, embora já não valessem nem a décima parte, porque já estavam velhas e murchas, tiveram o seu preço multiplicado por seis.

Reservatório da Barroso

Fala-se muito no ritmo de “Brasil Grande” em que foi construída a torre de micro-ondas na praça Tamandaré, agora já com antenas instaladas. Entretanto, o fato não é singular. Também o reservatório elevado da avenida Barroso, lá onde começa a rua Dr. Marciano Espíndola, do bairro Getúlio Vargas, vai sendo construído com impressionante rapidez, embora pelo sistema tradicional, pois a obra não comporta as fôrmas deslizantes utilizadas na torre de micro-ondas.

O reservatório, que há pouco teve a sua obra iniciada com a cravação de estacas, já está tomando forma.

Trechos do editorial intitulado “O Pórtico” (jornal Rio Grande)

O pórtico existente no Parque, lá onde começava a estrada do Cassino já transformada em extensa avenida desde que a cidade se expandiu para além dos limites urbanos de anos atrás, chega a ser bonito e imponente.

Obra da Prefeitura realizada com os seus próprios recursos, ao tempo da administração do engenheiro Miguel de Castro Moreira, chamou a atenção de muita gente e até foi objeto de confusões, pois não faltou quem pensasse ter sido uma doação do Rotary Club, em face do distintivo que ostenta em destaque, por ser uma ideia lançada pelos rotarianos.

O que está fazendo o pórtico no lugar em que foi erguido? Sem dúvida alguma está atrapalhando, obrigando a um afunilamento perigoso e contraproducente.

Mas ninguém gostaria de que Rio Grande ficasse desprovido do seu pórtico, tão bonito, tão conhecido de muita gente de fora. Por isso, talvez fosse a melhor solução desmanchá-lo, retirá-lo dali e erguê-lo em outro local como, por exemplo, o amplo logradouro triangular existente no entroncamento das rodovias Rio Grande-Pelotas e Rio Grande-Cassino (N.da R: existia antes da construção do Trevo, proximidades do monumento ao imigrante italiano).

Ali, por enquanto, ainda se pode admitir que esteja começando a cidade e, além do mais, fora do leito da estrada, como enfeite de praça jamais se constituiria, como acontece agora, num obstáculo ao escoamento do trânsito.

Cremos que o assunto já deve ser cogitado e estudado, porque a cidade cresce e o que hoje constitui problema observado, amanhã poderá ser muito mais grave.