Jornal Rio grande

Vereadores querem transparência do Executivo na vacinação

  • Ique de la Rocha
  • 01/02/21 as 18:43

Uma indicação do vereador Júlio Lamim (DEM),causou intensa discussão na sessão desta segunda-feira, 1º, na Câmara Municipal. Ele solicitou a criação de um canal de comunicação do Executivo para receber informações e denúncias de possíveis irregularidades na vacinação contra a Covid-19 no município. “Costumo dizer que a guerra da nossa geração é contra a Covid-19 e nas mídias sociais já surgiram denúncias, a população se mostra assustada. Tem muita gente querendo ser vacinada e com temor se a lei que determina vacina para todos será cumprida”.

Vacinas para clínicas particulares

Um dos fatos que mais causou polêmica foram as denúncias, em redes sociais, de que clínicas particulares da cidade, que fazem pronto atendimento, teriam recebido vacinas. “Fura-fila é pessoa que não tem integridade moral e, no mínimo, tem de ser pego”, declarou Lamin.

Rafael Missíunas (PT) lembrou que seu primeiro requerimento no legislativo foi sobre as vacinas, quando a base do governo levantou a polemicidade do texto e a votação foi adiada. “Estou requerendo o Plano Municipal de Imunização para que haja transparência” e, por isso, adiantou seu voto favorável ao projeto de Lamin. Informou que está solicitando ao Ministério Público uma averiguação sobre possíveis irregularidades no município: “Tem clínicas privadas do Rio Grande que estão furando a fila. Até nutricionista postou foto nas redes sociais dizendo que estava vacinada. Por que essas clínicas vão ter acesso antes do SUS? Queremos transparência. Quem está sendo vacinado? Quantos médicos, enfermeiros, serventes de limpeza? Existe denúncia de que não vacinaram serventes de limpeza de um posto de saúde. Temde  vacinar todos os profissionais de saúde e nossa luta é por vacina para todos”.

Denise Marques (PT), observou que a indicação de Júlio Lamim “dialoga muito com o que pensamos: que haja maior transparência e protocolei requerimento para a criação de um sistema solicitando as iniciais, sobrenome, idade e grupo prioritário de quem está sendo vacinado”.

Rovam Castro (PT) entende que “quem não deve não teme. Conheço o trabalho da secretária da Saúde, Zelionara Branco, que é competente, mas precisamos dessa transparência. Os funcionários da Saúde tem todo o direito de serem vacinados, mas tem de ser priorizados os serviços públicos. Essas clínicas particulares pagaram pelas vacinas? Já me perguntaram mais de uma vez sobre o plano de vacinação e acho que não existe, mas precisa. A população tem de estar ciente de como será feita a vacinação no município”.

O vereador Sargento Rodrigues (Progressistas) defende que a vacinação seja prioritária também para os que atuam na segurança pública.

Já o vereador Júlio César Silva (MDB) iniciou seu pronunciamento dizendo que “temos uma responsabilidade muito grande com o que se fala nessa tribuna, porque aqui formamos opinião. E não se brinca com a honra das pessoas que administram a cidade. De parte da Prefeitura não há nenhuma irregularidade da vacinação no Rio Grande. O SUS também tem organizações privadas que prestam serviço de saúde e estão na linha de frente contra a Covid, como é o caso da Santa Casa. Como não vacinar os funcionários da Santa Casa? A preferência é para todos os profissionais da Saúde. Não tem problema nenhum e voto a favor deste projeto. Não há diferença entre funcionários privados e públicos, uma vez que estão na linha de frente contra a Covid”.

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